Foram nove dias (novena) de preparação e por final a Vigília no Sábado para que neste domingo solene dia 09 de junho onde a igreja celebrou a festa de “Pentecostes”, os cinquenta dias após a ressurreição de Jesus, festa da vinda do Espírito Santo. Na linguagem da Bíblia, a ventania ou o sopro são maneiras de mostrar que o Espírito de Jesus está agindo, santificando, iluminando, unindo, fortalecendo. Depois da ascensão, o Pai e o Filho enviam o Espírito Santo, para que os discípulos tenham a força espiritual para o cumprimento da missão.

Fecha-se o Tempo da Páscoa, o Círio Pascal é apagado. Este sinal nos é tirado porque, educados na escola pascal do mestre Ressuscitado e cheios do fogo dos dons do Espírito Santo, agora, devemos ser nós, “Luz de Cristo” que se irradia, como uma coluna luminosa que passa no mundo, em meios dos irmãos, para guiá-los no êxodo em direção ao céu, à “terra prometida” definitiva.

 

A origem da festa de Pentecostes é conhecida como a festa da colheita (Ex 23,16), no Antigo Testamento, uma celebração da bondade de Deus que dera a seu povo “uma terra de trigo e cevada, vinhos, figueiras e romãzeiras, uma terra de óleo de olivas e de mel” (Dt 8,8). Como resposta de ação de graças, os israelitas ofereciam-Lhe, entre cantos de alegria, as primícias de suas colheitas.

No Novo Testamento, a festa de Pentecostes também canta as maravilhas e a abundância de Deus, já não nas sementeiras das searas, mas na messe íntima dos corações. Os Apóstolos “estavam reunidos num mesmo lugar” (At 2,1), quando “de repente veio do céu um ruído”(v. 2) e eles “ficaram cheios do Espírito Santo”(v. 4). O fiel, que atualmente levanta seus braços para o céu, agradece não “uma terra de trigo e cevada, vinhas, figueiras e romãzeiras”, não dons materiais e riquezas da terra, mas o maior presente que Deus nos comunicou nesta festa: seu próprio Espírito Santo.

Com a efusão do Espírito Santo, realizou-se a palavra de Jesus, que prometera enviar um Consolador. Derramou-se sobre os apóstolos, em línguas de fogo, a força de Deus. Inaugurou-se o tempo da Igreja, a quem se deu o dom definitivo do Espírito, que faz de todos um só povo, uma só ecclesia, reúne gregos e gentios, escravos e livres, judeus e cristãos numa única, santa e litúrgica kahal, debaixo do sacramento da nova aliança. Com a efusão do Pentecostes, Cristo coroou sua obra e a festa da Páscoa recebeu seu último toque, completando a obra salvífica do Senhor Jesus.