1º Dia do Tríduo Eucarístico em preparação para a Festa de Corpus Crhisti
Encerramento da Novena de Santa Terezinha do Menino Jesus

Igreja Matriz, 17 de Junho de 2019

PRESENÇA REAL

Teresa aprendeu que Jesus está presente em nossos altares. Gostava de “jogar flores aos passos de Deus” durante as procissões do Santíssimo. Por ocasião da festa de Corpus Christi, vai com suas companheiras ao monte do colégio interno que frequenta para colher abundantes flores que, no dia da festa, jogará quando passar a custódia. E ela se rejubilas quando as rosas desfolhadas tocam a custódia que o sacerdote leva na procissão.

Isto tudo ocorre antes que ela se torne religiosa. No Carmelo sua devoção eucarística irá aumentar. Logo que ingressou no convento é conduzida ao coro, que ela afirma, estava na penumbra pela presença do Santíssimo Sacramento exposto. E completa dizendo que declarara aos pés de Jesus Hóstia aquilo que viera fazer no Carmelo. Ao lado de Jesus Hóstia, junto ao sacrário, fará sua morada com muita frequência nos anos seguintes. Sua célebre poesia “Viver de amor” brotará de seu coração através de um impulso, durante os longos momentos de adoração do Santíssimo Sacramento exposto durante os três dias que reparam os excessos carnavalescos, antes do início da quaresma. Escreve o poema exatamente no dia 26 de fevereiro de 1895 (Poesias 17).

Além do mais, depois de permanecer algumas horas em adoração ante o Santíssimo exposto na vigília eucarística da Quinta-feira Santa, recebe o “primeiro anúncio da vinda do Esposo”, isto é, recebe um sinal de sua morte próxima com a primeira hemoptise. E há um gesto que ela fazia ocultamente e que talvez, em sua ingenuidade, resuma a excepcional piedade eucarística de Santa Teresinha: quando sabia não estar sendo observada ela se aproximava do sacrário e, tocando a pequena porta suavemente, perguntava: “Jesus, estás aí? Diga-me”.

Por fim, ama tanto a comunhão que, pouco antes de sua morte, ante uma pergunta das religiosas, sentencia: “Morrer de amor depois da comunhão é demasiada formosura para mim; as almas pequenas não poderão imitar isso”.

Ela que já sofrera da “doença do escrúpulo” pela qual as pessoas se afastam da Eucaristia por qualquer pecado venial, não hesitou em afirmar: “Quando o demônio consegue afastar uma pessoa da santa comunhão, ele já ganhou tudo… E Jesus chora!” (Carta 92).

Teresa é uma das almas mais eucarísticas da Igreja. Apesar de seu amor a Jesus Eucaristia, foi privada de recebê-los nos últimos meses de sua vida. Mas não se deixou abater. Para ela “tudo é graça”. Na verdade, seu grande sonho era ir mais além do que a comunhão na terra:

“Que será quando recebermos a comunhão na morada eterna do Rei dos céus?… Então, não veremos mais terminar nossa alegria!” (MA 60r).

Fonte (parte resumida): “Diccionario de Santa Teresa de Lisieux”, Ed. Monte Carmelo, Burgos, Espanha, 1997. Verbetes: “Eucaristía” e “Comunión”.